segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Opção de caráter: ANÔNIMO

Há quarenta anos um grupo de acadêmicos criour um banco de dados virtual entre faculdades norte-americanas e lhe atribui a alcunha de WWW(World Wide Web). O projeto universitário, pelo qual nos permite esta comunicação, se expandiu a ponto de produzirmos uma magnitude de informação maior do que toda história pós-moderna ate então. Fica latente que há um uma falha interpretativa de conteúdo: entre a diferença do conhecimento e o emaranho de dados sem relevância. Um debate acadêmico em relação ao assunto é extenso a ponto de ser fonte de estudo das mais variadas áreas científicas, mas sempre sujeitas a uma pequena indagação: toda manifestação ou a validade social da manifestação virtual é saudável? Não quero me prender a validade ou a importância da livre manifestação ou da qualidade de manifestação, mas se é saudável ser um mascarado na rede. 
É enorme o descontentamento em relação a variados assuntos ou aspectos de manifestação da vida em coletividade, mas é incredulamente ridículo quando este é expresso na manifestação de fofocas e mal dizeres. Exemplo diário são os quinze minutos de vida e morte de aplicativos virtuais com a unica finalidade de expor o privado ao conhecimento vexatório do espaço público. Tome-se como exemplo a bola da vez, o APP SECRET. Existe maior mal gosto? Não nego que pimenta nas órbitas oculares alheias podem ser divertido, mas é extremamente oposto tornar indiretas ou denuncias anonimas como motivo de diversão.
Sou do tempo em que apanhar ou perder um amigo, mas não a piada era bom. Já levei e levo muitas bofetões pelo fato, mas não tenho admiração pelo mal dizer pouco polido e muito menos ao denuncismo do ridículo. 
Considero essas tragédias diárias tão graves que as considero danosas a uma conquista social inerente de todo núcleo ou pensamento libertário: não só a capacidade de livre manifestação, mas o direito de dizer em público o que deve ser público e não se importar com a liberdade alheia. A opção: ANÔNIMO no final seria mais uma forma de relevar o que geralmente negamos ser, simplesmente, ordinários.